Um estudo em verde e amarelo

Publicação: 28 de maio de 2010

Não devia me queixar, pois podia ter morrido. Ou vendida como escrava e, quem sabe, acabar no harém de algum emir africano. Ainda assim, hão de convir comigo: foi um dia de caipora para urubu nenhum botar defeito.

Nas minhas primeiras lembranças de cunhãtaí, minhas tias já me incutiam o orgulho do meio milênio de tradição guerreira de nossa linhagem, uma das mais antigas e respeitadas da altiva nação icamiaba, a mais leal vassala do maior império que já existiu. Decidida a tornar-me um exemplo do valor do meu povo para o mundo, decidi-me a servir as Forças Armadas imperiais, que investiram alguns contos de réis para me treinar na melhor de suas academias. Para tudo se acabar numa quarta-feira, dezessete de fevereiro, aos cento e trinta e seis cronos, o primeiro crono de minha primeira batalha real.

Uma bala tuaregue fraturou-me a clavícula direita e lesou ligamentos, entre outros estragos e desabei justo sobre o braço ferido, berrando de dor. Gostaria de poder dizer que ao menos abati alguns inimigos antes de cair, mas a verdade é que não acertei uma. Estaria à mercê dos nômades, não fosse a coragem e dedicação do cabo Trindade, que me colocou no lombo de um cavalo e conseguiu me trazer a salvo para as linhas brasileiras e a competência e firmeza do mestre-de-campo Xavier, que conseguiu transformar em empate o que esteve perto de ser um completo desastre.

Socorreram-me, limparam o ferimento e me disseram que não era tão grave, apesar de eu ter a impressão de que o braço estava prestes a cair. Não conseguia movê-lo e me segurava para não chorar de dor ao menor movimento. Imobilizaram-no dobrado sobre a barriga e uma caravana me carregou, batendo os dentes de febre, para o hospital militar em Timbuctu, na companhia de outros feridos. Já me restabelecia o suficiente para caminhar pelas enfermarias e tomar sol na varanda quando peguei a febre amarela, essa maldição de nossas possessões africanas.

Por duas semanas, vida e morte disputaram meu corpo numa guerra sem quartel. Quando parei de vomitar sangue e a batalha decidiu-se pelo lado de cá, estava tão fraca, magra e amarela que a junta médica decidiu minha imediata remoção para o Brasil. Levaram-me à estação para pegar um boitatá para Dacar, onde subi à Nerine, uma igatatá de transporte de tropas. Durante a viagem, o médico de bordo disse que eu podia tirar a tipóia, mas o braço continuava a me doer terrivelmente a cada movimento. Minha impressão é de que não voltaria mais a conseguir usá-lo nem para me pentear.

Vinte dias depois, fizemos escala na Bahia, mas senti-me oprimida pelo tamanho, imponência e agitação da antiga capital, onde inicialmente pensara ficar. Até então, minha idéia de grande metrópole era Belém do Pará. Ao falar-lhe de meu desconforto, o capitão, um carioca amigável , sugeriu-me prosseguir até sua cidade, mais bela e acolhedora.

Mais uma semana e chegava à Guanabara. O Rio de Janeiro era uma cidade pouco menos grande, mas a paisagem majestosa reduzia a presunção humana à sua real dimensão e as praias e morros verdes quebravam o mar de construções. Ali, a mata e a natureza ficavam ao alcance de meus olhos e pernas. Desembarquei de boa vontade na base naval da Ilha das Cobras, com a saúde arruinada e a permissão do governo imperial para tentar recuperá-la por até doze meses, antes de uma decisão final sobre minha carreira militar. Não se aflija, disseram-me, no pior dos casos, se não puder voltar à Cavalaria, seria transferida para a Intendência Geral. Mas me era difícil imaginar perspectiva mais deprimente que encomendar e despachar fardas, arreios e provisões para o resto da vida.

Sem amizades ou família por ali, estava tão livre para me perder quanto era possível a uma amazona malsucedida com 560 réis por dia, oitenta por cento do soldo regular de alferes. Pela primeira vez, não estava sob a atenciosa vigilância da família, internato, academia militar ou quartel.

Resolvi aproveitar a solidão para tentar descobrir como era a vida sem ninguém a me dizer o que fazer e se teria alguma alternativa na vida civil. Decidi ficar mesmo no Rio, bueiro para o qual são drenados os fracassados, preguiçosos e malandros do Império, até porque é o melhor lugar do mundo para se estar à toa. Desde que se tenha dinheiro suficiente, é claro.

Nos primeiros dias, muitos me confundiram com um homem, até prostitutas. Meu rosto não é tão masculino, ao menos na minha opinião, mas a casaca militar exagera os ombros e esconde a cintura e os quadris. Além disso, tenho mãos fortes, expressão decidida e seios muito pequenos. Sou alta para uma cunhã e uso o cabelo na altura do ombro, como é costume das icamiabas e de muitos rapazes, mas não da maioria das mulheres. Como não queria ter de explicar a todo momento que não sou abá, nem sacoaimbeguira, gastei boa parte do que tinha poupado para me vestir a paisana.

Inexperiente que era, também esbanjei meus limitados recursos em uma hospedaria da Rua Direita, vizinho da Intendência Municipal, do Paço do Vice-Rei, da Bolsa de Valores e das lojas finas do Ouvidor, até me dar conta que assim sempre sobraria mês no final do salário. A vida não estava sopa. Ou voltava para a hospitalidade de minha família em Caranaí e reconhecia minha incapacidade de viver entre os perós, como elas previam, ou então me aprumava e mudava minha conduta.

Decidi-me pela segunda opção. Começaria por trocar a hospedaria por um lugar menos caro e pretensioso. Tomei essa resolução no Café do Círculo do Comércio, junto com um sorvete de sessenta réis que, somado à diária, já reduzia a zero o saldo do dia. Mas eu passara uma semana de sufoco, acabara de sacar o soldo e me julgava no direito de uma pequena comemoração.

Alguém pôs a mão no meu ombro. Virei-me e reconheci Mainuma. Sorri de boa vontade e ela parecia igualmente feliz em me encontrar.

Fora minha colega no Colégio Militar de Manaus, mas não seguiu a carreira militar e soube que fez a Faculdade de Ciências. Não era do meu povo, mas uma cocama de Acapori, bonita, cheinha, de gestos delicados, pele bem morena, rosto cheio com covinhas, olhos estreitos e alegres, cabelos lisos e brilhantes caídos nos ombros, arabescos de urucum pintados no rosto. Usava uma túnica curta amarrada à cintura, com motivos abstratos tokapu em tons alaranjados e avermelhados, sandálias de couro, colares de tucum e um xale de seda vermelha ao pescoço.

Já minha túnica, se bem me lembro, era verde e branca com bordados de plantas amazônicas. Eu estava à paisana, sem pintura, com meu colar favorito de garras de jaguar e uma tiara de latão dourado na testa, esperando não destoar demais das cunhãs da cidade.

– Xé! Erejurype, Juhi! – cumprimentou ela: “Oi! Você veio, Juí!”. Como nossos dialetos nativos eram diferentes, conversamos em língua geral.

– Pa, aju! Nawé, Mainuma! – respondi: “Pois vim! Igualmente, Mainuma!”, e continuei nessa língua – Aceita um sorvete? – Por mais que precisasse poupar, não saberia ser mão-de-vaca com o primeiro rosto amigo numa cidade estranha. Não era uma conhecida qualquer, mas a única pessoa, além da minha mãe e da minha irmã, que podia me chamar pelo nome-de-criança. Para o resto do mundo, eu era Guataçara.

Ela sentou-se, fez o pedido ao moço e me olhou, curiosa.

O que você andou fazendo, amiga? – Perguntou ela, espantada. – Está manangüera, magra como um pau de vassoura!

Relatei minhas desventuras.

Coitada! – disse ela, compadecida. – E o que vai fazer agora?

Procurar onde morar. Preciso de um lugar razoável por um preço idem.

Venha morar comigo, Juí! Divido uma oca com meu namorado e moramos com um pessoal do Xingu, lá em Sacopenapã. Ainda não temos filhos e sempre cabe mais uma. Lembra da Arauá, nossa colega araueté do colégio? Ela veio cá estudar veterinária e me convidou a morar na ocara e dos parentes, é minha apĩhi-pihã. Ela também gostava de você. É gente muito alegre, canta e dança quase todo dia!

A oferta tão imediata e espontânea me enterneceu, mas não era o que eu tinha em mente. Tentei explicar o que eu sentia.

– Necessito de calma e reflexão, realmente preciso ficar um tempo só. Se tiver mesmo de morar com alguém neste momento, que seja uma pessoa quieta e sossegada.

Gozado. Você é a segunda pessoa a me dizer isso hoje. Só que a outra falou em português.

E quem foi a primeira? – Perguntei, curiosa.

Um sujeito que conheci no laboratório da Universidade. Queixava-se, hoje cedo, de não encontrar alguém com quem pudesse dividir as despesas de um apartamento que encontrou, muito bom, mas caro demais para ele.

Pode ser! – Aprovei. – Se o preço couber no meu bolso e ele quiser dividir o lugar sem querer me fazer de muruxaba ou de mucama, por que não?

Ela me olhou de um jeito esquisito, por sobre a travessa que acolhera o monumental sorvete de açaí com bananas flambadas que levara a contabilidade do dia a um déficit setenta réis. Nada de sorvete amanhã, pensei.

Você não conhece o Flávio Ilha. Talvez não goste de tê-lo por perto.

Por quê? Ele tem algum problema? Ou não sabe respeitar uma mulher? – Comecei a desanimar.

Não, não é nada disso, até onde sei, é um sujeito correto. Mas meio estranho.

Ele estuda história natural, como você? Ou química?

Sim e não ele fez o seminário dos Templários, mas deixou a Ordem logo depois de sagrar-se cavaleiro, parece que perdeu a fé… É muito bom em química, biologia e fisiologia e tem muitos interesses excêntricos, mas não segue nenhum curso convencional.

Você lhe perguntou o que faz? – Insisti, curiosa.

Não, ele é meio misterioso, embora às vezes fale bastante.

Como posso encontrá-lo?

Deve estar no laboratório – ela respondeu. – Às vezes, some, mas outras vezes trabalha lá da manhã à noite. Se quiser, podemos encontrá-lo agora.

Enquanto caminhávamos, Mainuma me fez mais advertências.

Não me responsabilize se não se der bem. Só sei a respeito dele o que ouvi em conversas casuais. A idéia é sua, não me culpe se der errado.

Se não nos entendermos, paciência! – Respondi. – Mas por que você está tão de pé atrás? O homem tem maus bofes ou há alguma outra coisa? Fale, cunhã!

Não sei, é difícil explicar! – Ela riu. – O Ilha ora é científico demais para meu gosto, ora meio místico, mas sempre frio e distante…

Não vejo nada tão errado nisso… Eu também sou um pouco assim, acho.

É diferente. Você é séria, é silenciosa, é contida e seu jeito altivo intimida muitas pessoas, mas quem a conhece de perto percebe como é afetiva por dentro. Bem, aqui estamos. Julgue você mesma.

Enquanto falávamos, dobramos um beco estreito e entramos numa ala da Faculdade de Ciências da Universidade do Rio de Janeiro por uma portinha lateral. Subimos uma escada de pedra e percorremos um longo corredor de paredes brancas e portas de peroba. Antes do final, uma passagem em arco dava acesso aos laboratórios.

Mesas baixas e largas espalhavam-se pelo salão, cobertas por retortas, tubos de ensaio e bicos de gás. Cortinas pretas fechavam todas janelas, exceto uma, deixando o ambiente na penumbra. Um solitário estudante de jaleco branco curvava-se sobre uma mesa, absorvido no trabalho. Ao ouvir nossos passos, olhou para trás e levantou-se com uma exclamação de alegria.

– Consegui! Consegui! — gritou ele para Mainuma, correndo para nós com um tubo de ensaio na mão. – Esta substância revela a hemoglobina e nada mais! – Se houvesse descoberto o Elixir da Longa Vida, não poderia estar mais feliz.

Era um homem alto e magro de pouco menos de trinta anos e olhar vivo e penetrante. O nariz era fino, os cabelos eram ondulados e castanhos claros, quase louros, mas a cor de jambo e os olhos amendoados sugeriam que uma ou duas das raízes da sua árvore genealógica cresceram das tabas. Um rosto comum, mas bem feito.

– Esta é Guataçara Turymembyra, este é Flávio Ilha! – Mainuma fez as apresentações em português e nessa língua continuamos a conversa.

– Como vai? – Perguntou ele, apertando-me a mão com força, de maneira pouco usual para um homem que cumprimenta uma mulher – Vejo que esteve em Azauade.

– Como é que você sabe? – Perguntei, atônita.

– Não importa – riu sozinho. – Agora, o que interessa é a hemoglobina. Percebe o que isto significa?

– Bem, acho interessante… Mas para que serve?

– Minha amiga, esta é uma espetacular descoberta médico-legal! Um teste infalível para manchas de sangue! Venha ver! – Puxou-me pela mão para a mesa onde trabalhava. – Vou colher uma amostra – disse, enfiando uma agulha no seu dedo pingando uma gota de sangue num lenço e outra em um tubo de ensaio vazio.

Deixou-a espalhar-se um pouco, formando uma mancha. Esperou alguns momentos e depois lavou o lenço em água corrente, deixando-o aparentemente limpo. Depois, acrescentou água ao tubo de ensaio, diluindo a gota de sangue até deixá-la invisível.

Pôs um pouco do pó branco em um borrifador de perfume e o misturou-o a um líquido. Fechou a cortina próxima e pediu a Mainuma para fechar a porta, deixando o laboratório às escuras. Borrifou então a mistura sobre o lenço e a parte do lenço de onde fora lavado o sangue luziu fantasmagoricamente no escuro. Depois, pingou um pouco do conteúdo do borrifador no tubo de ensaio, que também brilhou com uma luz azulada.

– Ahá! – Bateu palmas, feito criança. – Que acha?

– Parece mágica! – exclamei.

– Excelente! Isto funciona em diluições de menos de uma parte por milhão: basta uma gota de sangue em um barril de água e a solução já produz um brilho visível! Tão bem em sangue fresco quanto no velho, de até trinta dias! Se este teste já tivesse sido inventado, centenas de crimes teriam sido resolvidos!

– Tem razão!– Admiti, ao entender onde ele queria chegar.

– Todo dia, investigações esbarram nesse ponto – discursou, com gestos largos e olhos brilhantes. – Suspeita-se que alguém cometeu um crime, dias ou semanas depois do ato ser cometido. Suas roupas e sapatos são examinados e encontram-se manchas escuras. Serão sangue, lama, ferrugem, comida? Ou então, suspeita-se de que ocorreu um assassinato numa casa, mas o suspeito teve tempo de lavar o chão ou o tapete. Essa questão tem confundido muitos investigadores, por falta de testes confiáveis. Houve o caso de Dom Diogo Coutinho, em Petrópolis, no ano passado. Garanto que ele estaria na cadeia, se meu teste já existisse. Houve também o caso Abrantes, em Recife; o Cantanhede, em Lisboa… Posso citar uma série de casos que o teste teria decidido!

– Meus parabéns! – aprovou Mainuma.

– Puxa, os meus também. Com certeza, você vai ficar famoso! – acrescentei

Flávio levou a mão ao peito, fez uma reverência para agradecer-nos o apoio e pôs um esparadrapo no dedo espetado. Tinha outros esparadrapos nas mãos grandes e nervosas. Virou-se para nós e comentou:

– Preciso tomar cuidado, mexo com muitas substâncias perigosas…

– Flávio – interrompeu Mainuma, sentando-se num banquinho e oferecendo-me outro. – a Guataçara tem um negócio a propor. Minha amiga quer se mudar. Como você se queixava de não ter com quem dividir despesas, me ofereci para fazer o contato.

O Flávio pareceu contente com a idéia de dividir a moradia. Sem ficar feliz demais, se me entendem.

– Estou de olho num bom apartamento da Rua Ybyturuna. É novo e tem dois pisos, cada um com um quarto e, veja só, até um banheiro. O de baixo tem uma sala e o de cima um terraço aberto, de resto são iguais. A escada e o corredor permitem chegar da rua e subir para qualquer piso sem ter de incomodar o outro ou a proprietária. Eu gostaria de usar a sala para receber clientes e, às vezes, para fazer algumas experiências. Isso a incomodaria?

– Não, imagine!

– Deixe-me preveni-la de meus defeitos. Não gosto de pessoas que se intrometam em minha vida sem serem convidadas, sou reservado e às vezes, fico calado e quieto por dias. Não pense que é algo pessoal em relação a você. Basta me deixar tranqüilo, que passa. E você, tem algo a confessar? É bom que duas pessoas que pretendam compartilhar um espaço conheçam, primeiro, os piores defeitos um do outro.

Dei-lhe razão e tentei corresponder à sua sinceridade.

– Também sou do tipo introvertido, eu acho. Muitas pessoas me acham séria e quieta demais para o gosto delas. Quero ser dona do meu nariz e sem que ninguém me diga como eu deveria me portar ou com quem devo andar. Parece que somos parecidos.

– Claro que você pode receber amizades quando bem entender, se isso a preocupa. Não creio que a proprietária se incomode.

– Para ser franca, não tenho ninguém para convidar, mas é bom saber que poderia fazer isso, se quisesse.

– Por mim, está resolvido. Você já viu o apartamento?

– Não. Quando poderia ser?

– Passe aqui amanhã, ao meio-dia e decidiremos juntos – respondeu.

– De acordo – eu disse, mas apertei-lhe a mão e a retirei antes que voltasse a beijá-la. Mainuma e eu o deixamos trabalhar e me despedi dela na porta do laboratório.

A propósito – perguntei, de repente, em língua geral – como ele sabe que estive em Azauade?

Ela me deu um sorriso enigmático.

Esta é sua peculiaridade. Gostaria de saber como ele descobre as coisas.

Ah, é um segredo? – Sorri – Obrigada por ter-me apresentado. Se não resolver meu problema, ao menos foi uma experiência interessante!

Bem, espero que você tenha sorte. Se eu puder ajudar em qualquer coisa, não tenha dúvidas em me procurar, aqui ou em Sacopenapã, moro na rua Inhangá, número 30… Até mais!

Até a próxima – respondi, e voltei para a hospedaria.



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5 Respostas para
     “Um estudo em verde e amarelo”

  • Elton disse: 28 de maio de 2010

    Excelente! Vai ter continuação?

  • Alliah Art Insane disse: 28 de maio de 2010

    Precisa ter uma continuação! Muito bom mesmo!

  • Pier disse: 28 de maio de 2011

    Precisa ter uma continuação! Muito bom mesmo!
    +1

  • Marcos de Farias disse: 28 de maio de 2012

    Fantástica a idéia do Quinto Império, pois suponho que o motivo condutor seja este sonho, tão acalentado pelo padre Vieira. Interessante também as sugestões de um universo onde o multiculturalismo é tornado possível sob um abrigo imperial, tal como a “Pax Romana”. Deve ter sim, continuação. Diria mais, é preciso, é imprescindível uma continuação…

  • Marcos de Farias disse: 28 de maio de 2012

    Em tempo: Guataçara Turymembyra-Watson e Flávio Ilha-Holmes são impagáveis.

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